Conto interativo

O convite de sexta

Eu confessei a fantasia meses atrás: ver a minha mulher com outro homem. Agora ela tem a mensagem de Rafael no celular — e o que acontece esta noite depende de mim.

  • Cada escolha muda a história
  • 3 finais
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A mensagem

Sexta, quase dez da noite. Ela está deitada no sofá com as pernas sobre as minhas quando o celular dela vibra. Ela lê, sorri de canto e vira a tela para mim.

“Estou na cidade até domingo. Se vocês quiserem aquele drink, é só dizer.”

Rafael. A gente o conheceu num aplicativo de casais, há três semanas: perfil verificado, conversa educada, fotos sem exagero. Ele nunca forçou nada. Foi ela quem puxou assunto — e fui eu quem disse “pode responder”.

Tudo começou meses atrás, numa madrugada de confissões, quando eu admiti em voz baixa a fantasia que guardava havia anos: ver a minha mulher com outro homem. Ela não riu. Ficou em silêncio, depois perguntou os detalhes. E nunca mais esqueceu.

Agora ela segura o celular entre nós dois. As pernas dela ainda estão sobre as minhas, quentes, e eu sinto o peso delas, o tecido fino da saia subindo um pouco quando ela se mexe para me mostrar a mensagem. O coração bate mais forte no pescoço. Eu passo a mão na coxa dela, devagar, subindo até quase a borda da calcinha, e ela não afasta. Em vez disso, pressiona a perna contra a minha, o calor da pele dela atravessando o tecido.

— Você ainda quer? — pergunta, a voz mais baixa. — De verdade, não só na imaginação.

Sinto o pau endurecer dentro da calça só de imaginar o que pode acontecer se eu disser que sim. Medo e tesão, na mesma medida. Eu aperto a coxa dela com um pouco mais de força, o polegar roçando perto da borda da calcinha, e ela solta o ar devagar.

— Quero — respondo. — Mas quero do jeito certo.

Ela morde o lábio e espera eu decidir como.

O caminho de vocês fica só neste aparelho, para continuar de onde pararam. O site conta apenas, sem saber quem leu, quais escolhas são mais feitas.

Saída rápida