Um conto de traição, ou não

Marcos pisou no acelerador com um sorriso cansado no rosto. O trânsito de São Paulo estava milagrosamente leve naquela sexta-feira à noite, e ele havia saído do escritório duas horas mais cedo do que o habitual. “Vou surpreender a Ana”, pensou, imaginando o rosto dela iluminando-se ao vê-lo chegar em casa antes das nove. Eles estavam casados há dez anos, e a rotina tinha se instalado como um cobertor confortável, mas ultimamente Marcos sentia um vazio estranho. Ana, aos 35 anos, ainda era uma deusa: curvas generosas, pele morena macia, cabelos pretos longos que cascateavam pelas costas, e aqueles olhos castanhos que pareciam prometer segredos. Ele trabalhava demais, e o sexo entre eles havia se tornado previsível, quase mecânico. Mas hoje, quem sabe, uma surpresa poderia reacender a chama.

Estacionou na garagem do prédio e subiu as escadas de dois em dois degraus, o coração batendo um pouco mais rápido. A porta do apartamento estava entreaberta — estranho, Ana sempre trancava tudo. Empurrou devagar, ouvindo um som abafado vindo do quarto. Risadas? Gemidos? Seu estômago revirou. “Deve ser a TV”, pensou, mas o sangue já pulsava nas têmporas.

Caminhou pelo corredor escuro, os sapatos ecoando no piso de madeira. A porta do quarto estava semiaberta também, e uma luz amarelada vazava pela fresta. Ele se aproximou, o coração agora martelando como um tambor. Empurrou a porta devagar, e o que viu o congelou no lugar.

Ana estava na cama king size que eles dividiam todas as noites, nua, o corpo suado brilhando sob a luz do abajur. Ela cavalgava um homem que Marcos não reconhecia — um cara musculoso, tatuado nos braços, pele clara, pau grosso desaparecendo inteiro dentro dela a cada descida ritmada. Ana gemia alto, os seios balançando, os mamilos duros e rosados. “Ah, caralho, vai mais fundo!”, ela gritava, as unhas cravadas no peito dele.

Mas não era só isso. Ao lado, de joelhos na cama, outro homem — negro, alto, corpo atlético, pau enorme e ereto apontando para o rosto dela. Ele segurava os cabelos de Ana com uma mão, guiando a boca dela para engolir seu pau até a garganta. Ela chupava com fome, babando, os lábios esticados ao redor da grossura, enquanto o homem embaixo metia para cima, fazendo o corpo dela tremer.

Marcos sentiu o mundo girar. Seu pau, traidor, começou a endurecer instantaneamente na calça, misturando choque com um tesão inexplicável. Ele ficou ali, escondido na sombra da porta, assistindo. Ana, sua Ana recatada, que mal falava de sexo fora do quarto, estava ali sendo usada como uma puta por dois estranhos. O tatuado segurava as nádegas dela, abrindo-as enquanto metia, e Marcos podia ver tudo: a buceta depilada de Ana escorrendo, inchada de tanto foder, o pau dele entrando e saindo, brilhante de umidade. “Tá gostando, vadia? Tá gostando de levar dois paus?”, o negro rosnou, puxando o cabelo dela para trás e enfiando mais fundo na boca.

Ana engasgou, mas sorriu com a boca cheia. “Muito… fode minha buceta enquanto eu chupo ele… ah, sim!” Ela se inclinou para frente, empinando a bunda, e o tatuado começou a meter mais forte, o som de pele batendo em pele ecoando pelo quarto. O negro saiu da boca dela por um segundo, bateu o pau molhado no rosto dela — pá, pá — e então voltou a foder a garganta, lágrimas escorrendo pelos olhos de Ana de tanto esforço, mas ela não parava, lambia as bolas dele, sugava como se fosse a melhor coisa do mundo.

Marcos se encostou na parede, a mão tremendo. Por que não entrava? Por que não gritava? Em vez disso, ele abriu o zíper devagar, libertando o pau duro como pedra, e começou a se masturbar ali mesmo, no escuro. Via Ana virar de quatro, o tatuado agora atrás dela, enfiando tudo de uma vez na buceta esticada, enquanto o negro se posicionava na frente, fodendo a boca dela como se fosse outra buceta. “Engole tudo, sua casada safada… seu marido não te fode assim, né?”, o negro disse rindo, e Ana murmurou um “não” abafado, gemendo alto quando o tatuado começou a dedar o cuzinho dela ao mesmo tempo.

Eles a revezavam. O negro deitou de costas, e Ana sentou no pau dele, rebolando devagar, os quadris girando como uma dançarina. O tatuado se ajoelhou atrás, lambendo o cu dela antes de cuspir e enfiar um dedo, depois dois. “Vai, abre esse cuzinho pra mim”, ele mandou, e Ana obedeceu, empinando mais, gemendo “mete… mete no meu cu enquanto ele fode minha buceta”. Marcos gozou quase ali, vendo o pau grosso do tatuado forçando entrada no cu apertado dela, enquanto o negro metia por baixo. Ana gritava de prazer e dor, o corpo inteiro tremendo, os dois paus a preenchendo completamente, esticando-a ao limite. “Ah, porra… tô gozando… tô gozando com dois paus dentro de mim!”, ela berrou, o corpo convulsionando, esguichando no pau do negro.

Os homens não paravam. Viravam-na como um brinquedo, fodendo boca, buceta, cu em ritmos alternados. Gozavam no rosto dela, nos seios, na bunda, e ela lambia tudo, pedindo mais. Marcos assistia, masturbando-se furiosamente, o tesão misturado com ciúme virando uma droga viciante. Ele imaginava se juntar, mas não… ele queria só ver, ver sua esposa ser devorada, ser a puta que ele secretamente desejava que ela fosse.

De repente, o quarto escureceu. Marcos piscou, confuso. Ele estava no banheiro do escritório, a porta trancada, a calça aberta, o pau na mão, gozo escorrendo pelos dedos. O celular no bolso vibrou — uma mensagem de Ana: “Amor, chego em casa às oito. Saudade de você. Vamos jantar juntos?”

Ele riu sozinho, limpando-se com papel higiênico, o coração ainda acelerado. Era só mais uma fantasia, daquelas que o visitavam nos momentos de tédio, nos chuveiros matinais, nas noites insones. Ele amava Ana, e ela o amava — fiel, carinhosa, a esposa perfeita. Mas e se… e se um dia ele propusesse? E se ele quisesse ver isso de verdade? Sacudiu a cabeça, guardando o pau. “Só um sonho acordado”, murmurou para si mesmo, saindo do banheiro como se nada tivesse acontecido. Mas no fundo, sabia que a semente estava plantada, e todo homem como ele, com esse desejo escondido, entenderia perfeitamente.

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